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Novos Estudos Atestam O Impacto Da Espiritualidade Sobre A Saúde

Novos estudos atestam o impacto da espiritualidade sobre a saúde

O time de terapeutas do Espaço Bambuí trabalha para que os atendimentos das diversas terapias oferecidas possam ser aplicados de forma integrada, auxiliando na promoção do bem-estar e da saúde dos pacientes. Em nossas reuniões de grupo, há sempre um consenso de que saúde não é somente um estado de não-doença física, até porque compreendemos bem que muitas doenças no corpo são um resultado, por vezes tardio, de “doenças” que começaram antes, na psique do paciente.

Também percebemos, mesmo em meio a variadas abordagens e terapeutas,  diferenças entre cada paciente, que variam de acordo com seus modos de encarar a vida. É notável a transformação de um paciente no momento em que ele muda a percepção sobre sua existência – quando passa de um pensamento materialista para algo mais profundo e conectado. Normalmente, essa transformação é fruto de uma cosmovisão, que pode partir de alguma crença religiosa ou espiritual.

A nós não cabe julgar ou indicar qual crença religiosa ou filosofia que cada um deve seguir, apenas entendemos que não basta apenas cuidar do corpo, mas também devemos dar atenção ao ser, e, como terapeutas, nunca podemos ignorar essa relação profunda. Felizmente, é crescente o número de estudos científicos que têm, pouco a pouco, ampliado os horizontes das ciências da saúde, ao exemplo do Congresso que aconteceu no início de junho no Rio de Janeiro.

Uma dupla de peso integrou a única mesa do XXI Congresso Brasileiro de Geriatria e Gerontologia, que debateu o tema espiritualidade: Anna Cristina Pegoraro de Freitas, psicóloga e mestre em ciências da religião pela PUC-Minas, onde dá aulas; e Anita Liberalesso Neri, também psicóloga e professora do programa de pós-graduação em gerontologia na Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp. Nas últimas três décadas, houve um significativo crescimento no número de estudos que abordam questões relacionadas às implicações da religiosidade e da espiritualidade na saúde física e mental dos pacientes.

A professora Anna Cristina pontuou as diferenças entre religião, religiosidade e espiritualidade. De acordo com os teóricos, entre os quais se destaca Harold G. Koenig, religião é um sistema organizado de crenças, práticas, rituais e símbolos designados para facilitar o acesso ao sagrado.

O médico Harold G. Koenig possui diversos estudos do papel da espiritualidade e religiosidade no combate a depressão e suicídio.

A religiosidade se dá quando um indivíduo acredita, segue e pratica uma religião e a espiritualidade é a busca pessoal para entender questões relacionadas ao sentido da vida e as relações com o transcendente – e pode ou não levar ao desenvolvimento de práticas religiosas.

Revisões sistemáticas avaliaram que intervenções religiosas e espirituais tiveram resultados promissores, como menor ansiedade e depressão, em alguns contextos específicos, assim como menos dor, melhor funcionalidade e maior qualidade de vida em pacientes com câncer.

Apesar de reconhecer a importância de religião e espiritualidade no conjunto de estratégias para lidar com circunstâncias adversas, a professora Anita fez uma ressalva sobre o que chamou de um excesso de expectativas sobre a construção de uma maior resiliência psicológica, ou seja, a capacidade de se recuperar de reveses. “Cuidado para não usarmos a resiliência de maneira muito pródiga”, afirmou Anita, “como se estivesse ao alcance de todos. Pessoas desfavorecidas estão mais expostas, porque são impactadas continuamente. Não esqueçamos que vantagens geram vantagens e desvantagens geram desvantagens”.

Média Christina Puchalski, pioneira nos estudos da espiritualidade, religião e saúde

Quando alguém está vivendo momentos de dor intensa, ou talvez enfrentando os momentos finais de sua vida, surgem muitas questões relacionadas com a espiritualidade. Não se trata apenas de administrar morfina ou medicamentos para aplacar a dor, e sim de ouvir aquele paciente.

A Duke University tem um centro dedicado à espiritualidade, teologia e saúde. A universidade criou inclusive uma Escala de Religiosidade, que abrange cinco questões envolvendo a frequência com que a pessoa vai a uma igreja, templo ou encontro religioso; a dedicação do seu tempo a atividades religiosas; se sente a presença de Deus; se crenças religiosas estão por trás de toda a sua maneira de viver; e se se esforça para viver a religião em todos os aspectos da vida. A médica norte-americana Christina Puchalski desenvolveu o Questionário FICA, que inclui perguntas sobre se o paciente gostaria que o profissional de saúde considerasse a questão da religiosidade/espiritualidade no tratamento.

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