
Com os hábitos alimentares atuais o nosso organismo tem sido exposto a diversos elementos que são estranhos a ele, dos quais precisa se defender, como os aditivos químicos dos produtos ultraprocessados e os agrotóxicos, além das toxinas, proteínas e elementos de difícil absorção, vindos dos alimentos, que já demandam alguns processos naturais de defesa.
Podemos somar a isso a poluição do ar e os produtos químicos que inalamos diariamente e que usamos para limpar ou perfumar a casa, amaciar as roupas, espantar mosquitos etc.
Nós somos feitos para tolerar esses agressores, temos órgãos, células e mecanismos de defesa que nos protegem de forma muito eficiente, eliminando o que não podemos absorver e fazendo com que o organismo passe a lidar com eles sem que prejudiquem o nosso bem estar.

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Nas últimas décadas, a quantidade e a variedade dos ‘invasores’ aumentaram exponencialmente, o que exige um esforço ainda maior dos nossos defensores.

O consumo diário da chamada ‘comida de verdade’ também determina a qualidade da microbiota do intestino, o nosso principal órgão de defesa.
Mas, todas estas células, órgãos e estruturas de defesa são formados por nutrientes e por compostos bioativos, que só chegam até nós por meio de alimentos naturais, que muitas vezes são deixados de fora dos cardápios brasileiros, como frutas, verduras e legumes.
Um homem de 1,70 m e 70 kg possui aproximadamente 30 trilhões de células humanas e 39 trilhões de bactérias. Ou seja: o seu corpo contém mais células não humanas do que humanas. Essa população de micro-organismos é chamada de microbiota, e a esmagadora maioria dela vive no sistema digestivo, onde existem 300 espécies de bactéria.
Uma microbiota saudável estimula a formação de mais de 70% das células de defesa e, juntamente com as vitaminas A e D, formam também as células conhecidas como tolerogênicas, que evitam a formação de auto-anticorpos e que controlam a potência da resposta do organismo aos agressores, para que esta não nos cause sintomas nocivos.
Quando o organismo está equilibrado, com hábitos alimentares balanceados e uma microbiota saudável, é capaz de tolerar a presença de agressores.
Porém, quando há excesso deles, vindos por exemplo de uma rotina alimentar baseada em produtos ultraprocessados e com ausência de alimentos naturais, normalmente a microbiota intestinal é bastante prejudicada e tem dificuldade de cumprir o seu papel protetor.

O resultado é um sistema imunológico fragilizado e o aparecimento de sintomas como herpes, furúnculos, candidíase ou verrugas frequentes, gripes e resfriados que aparecem repetidamente e processos inflamatórios constantes, que variam de acordo a predisposição genética, como rinites, sinusites, amigdalites, bronquites, infecções urinárias, entre outros.
O “segundo cérebro” intestinal
O intestino (delgado e grosso) possui um sistema nervoso próprio, chamado sistema nervoso entérico, possuindo milhões de neurônios, os quais permitem o intestino desempenhar funções vitais como digestão, absorção, movimentação do bolo alimentar e produção de neurotransmissores.
Por essa razão, o intestino foi apelidado como nosso segundo cérebro.
A serotonina, por exemplo: o humor é modulado principalmente pela serotonina, um neurotransmissor que também regula o sono e o apetite. Para produzir a serotonina são necessários alguns nutrientes, como triptofano, vitaminas do Complexo B, vitamina C, Magnésio, W3… Saiba que as células intestinais produzem 80 a 90% da serotonina.
Além desses neurônios, também possuímos na região intestinal uma flora repleta de bactérias. Temos, na verdade, microrganismos no corpo inteiro, contudo não se compara à quantidade e funcionalidade encontrada na microbiota.
Esta microbiota vive em simbiose com o ser humano, ou seja, faz-nos bem e beneficia-se ao encontrar abrigo e alimento em nós. Faz-nos bem porque está associada ao mecanismo de defesa do nosso organismo, sendo parte essencial do nosso sistema imunológico, além da produção de moléculas que podem entrar em conexão com o sistema nervoso central e influenciar nas emoções e comportamento alimentar (como desejo por determinadas comidas), por exemplo.
Prebióticos e probióticos para a microbiota
O consumo de prebióticos e probióticos são apontados como importantes para esta manutenção, estando presentes em refeições ricas em frutas, verduras, leguminosas (como o feijão), cereais (como o arroz e a aveia) e iogurtes fermentados naturalmente (como os à base de Kefir, caseiros).
O sono, práticas de relaxamento e atividades físicas prazerosas também são referenciados de maneira importante quando o assunto é saúde intestinal.
